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http://jazzística.blogs.sapo.pt

Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia

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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia

Ao capitão da malta

19.03.11 | marina malheiro

 

Carlos do Carmo, Os putos ( todos os direitos reservados a Carlos do Carmo)

 

Para ti, pai , com a ternura embalada em fado corrido

 

a A.Carreiras

 

Construção amável

19.03.11 | marina malheiro

 

Sinead O' Connor, She moved through the fair, 1997

 

 

de amáveis palavras constrói a sua vida

abraçando os outros

mesmo desconhecidos no olhar

 

bondade corre naquelas veias

 

saudades temos da música

ecoando

suave e alegre

 da sua alma serrana

e bela.

 

 

A L.Valentim

 

 

@marinamalheiro20110319

 

 

 

Ó Laurindinha

18.03.11 | marina malheiro

 

Dulce Pontes cantando " ó Laurindinha", canção popular portuguesa ( todos os direitos reservados a Dulce Pontes)

 

 

nesta canção, a Laurindinha despede-se do seu amor que vai para a guerra, esperando que torne a vir, se Deus quiser.

 

 

 

 

 

 

Cristina Branco, A Laurindinha, Fevereiro de 2011 ( todos os direitos reservados a Cristina Branco)

 

nesta canção,  que parece uma continuação da canção popular acima, Laurindinha entristeceu e está sem dinheiro.

 já ninguém faz canções para o seu filho sossegar e olha o longíquo cais e sonha com os laranjais.

 

 

Quantas Laurindinhas por esse mundo fora , aguardando os seus homens, que combatem em guerras sem sentido, e, guardando em si os sonhos e a esperança, acumulando a tristeza.

 

No dia em que a ONU estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia, autorizando o recurso à força...

 

@marinamalheiro20110318

 

Woe is me

17.03.11 | marina malheiro

 

The Walkmen, Woe is me, 2010 ( todos os direitos reservados)

 

Celebrando mais 365 dias dançando livre e alegremente :)

 

 

recordando a minha querida Julieta , sempre presente nas horas alegres e nas felizes memórias :)

Hiroshima mon amour

16.03.11 | marina malheiro

 

Hiroshima mon amour, Alain Resnais, 1959 ( todos os direitos reservados) argumento de Marguerite Duras

 

quando se contam os minutos na central de Fukushima após novo incêndio no reactor 4, temendo-se uma catástrofe nuclear .

quando se revive Hiroshima e se admira a resiliência do povo japonês.

 

@marinamalheiro20110316

 

 

 

 

Discurso indirecto

15.03.11 | marina malheiro

 

The Walkmen , In the new Year, 2008 ( todos os direitos reservados aos  The Walkmen)

 

amiga que estás aí

escutando-me e à minha música

que entoo nesta vida

 

amiga que estás aí

sorrindo

sem nada dizeres

no olhar,

compreendendo

 

amiga que estás aí

trago esta canção

no bolso

leve e pacificado

para ti

 

mil abraços para s.borges e a todos os meus amigos

 

@marinamalheiro20110315

 

 

 

 

 

 

 

 

Lost in translation

13.03.11 | marina malheiro

 

Cena final de Lost in Translation (Sofia Coppola), Just like honey, Jesus and Mary Chain (todos os direitos reservados) filmada em Tóquio, Japão

 

no dia em que o Japão treme vezes sem conta e se teme pela explosão da 2ª central nuclear cujos níveis de segurança estão em alerta máximo.

 

no dia em que se sabe que terão morrido milhares de japoneses no terramoto e tsunami que se seguiu, deixo aqui a música e as imagens de um belíssimo filme .

para lá de todas as traduções, a melhor é, sem dúvida, o encontro dos olhares entre as pessoas ,mesmo num país estrangeiro e tão peculiar como o Japão.

 

também os japoneses encontraram na escrita , a expressão das almas:

 

"Este caminho

Ninguém já o percorre,

Salvo o crepúsculo.

 

De que árvore florida

Chega? Não sei.

Mas é seu perfume."

 

Bashô Matsuo , primeiro e o maior poeta japonês de HAIKU

 

 

@marinamalheiro20110313

E agora José?

13.03.11 | marina malheiro

 

Inquietação, cover de JP Simões do original de José Mário Branco ( todos os direitos reservados a JP Simões)

 

 

em clima de inquietação vive o país ,após a notícia do PEC IV, que impõe medidas extraordinárias aos portugueses,

tornando-os no futuro mais miseráveis e dependentes cada vez mais da Alemanha e do BCE.

 

em clima de inquietação vive o país após a maior manifestação nacional de sempre ,em 11 cidades, apolítica e livre.

 

em clima de inquietação vive o país, aguardando uma demissão de um PM ou dissolução de uma AR.

 

pergunta-se, como é que chegámos a este precipício?

 e agora José?

 

@marinamalheiro20110313

 

Poesia, Jazz & Marilyn

12.03.11 | marina malheiro

 

Foto do Livro "Fragments- Poems, Intimate Notes, Letters by Marilyn Monroe" editado em Outubro de 2010

 

Marilyn foi mais do que o modelo da loira oca e desprovida de ideias, mais do que a actriz dramática ou cómica, era aquela " que não sabia dançar" na vida.

Foi publicado em Outubro este livro mas muitos documentos e items existem num espólio de 10000. Muito mais a desvendar sobre Marilyn que cantava Jazz e escrevia poesia ( e boa!) comparada, por alguns, a Silvia Plath. Deixo aqui um dos seus poemas e uma das músicas que brilhantemente cantou.

 

"Life-
I am of both your directions
Existing more with the cold frost
Strong as a cobweb in the wind
Hanging downward the most
Somehow remaining
those beaded rays have the colours
I've seen in paintings-ah life
they have cheated you

thinner than a cobweb's thread
sheerer than any-

but it did attach itself
and held fast in strong winds
and singed by the leaping hot fires
life-of which at singular times
I am both of your directions-
somehow I remain hanging downward the most
as both of your directions pull me"

 

in Fragments, Marilyn Monroe , 2010 ( todos os direitos reservados)

 

 

 

 

Running Wild , Marilyn Monroe ( 1959) in Some Like it Hot ( Todos os direitos reservados)

 

@marinamalheiro20110312

 

Do que um homem é capaz

12.03.11 | marina malheiro

José Mário Branco, Eu vim de Longe (ao vivo ) Todos os direitos reservados

 

 

Praça da Figueira, Lisboa, Novembro 2010 ( Concerto da Greve Geral)

* Foto minha @marinamalheiro ( todos os direitos reservados)

 

Hoje são esperados milhares de portugueses nas ruas, protestando contra o estado em que se encontra o País, pela perda de direitos fundamentais como o abono de família, o subsídio de desemprego, o pagamento justo do salário, saúde para todos, educação para todos, concertação social, contra o  aumento dos impostos em bens essenciais como o pão ( !), contra o congelamento de salários e reformas, contra a imposição de medidas de austeridade em vários PEC ( foi aprovado ontem o PEC IV) sem explicações aos portugueses.

As consequências destas medidas ,consideram os economistas, poderão levar ao empobrecimento e recessão económica ainda mais grave do que a actual.

O movimento que levou às manifestações de hoje, uma das quais, a dos professores, já tinha sido previamente organizada, é apolítico e denominou-se de "Geração à rasca".

Considerações áparte sobre a designação de geração ou parva ou à rasca, o que é relevante é a convergência dos cidadãos em prol de uma causa.

 

O discurso da tomada de posse do Presidente da República apelando aos jovens deste movimento reflecte claramente a demagogia de um político que há 17 anos atrás mandou carga policial nos estudantes, junto à Assembleia da República, e ,agora, apela à voz e sonho dos jovens.

Aos estudantes que, em 1993, sofreram esta carga policial e se revoltaram contra as medidas do Ministro da Educação, deu um jornalista o nome de "Geração Rasca", um nome infeliz para os que lutavam por melhores condições no Ensino Superior.

Espera-se, então, hoje, um 12 de Março quente e livre!

 

@marinamalheiro20110312