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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
07 de Outubro de 2017

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via Pinterest

Vivemos numa era que alguns teóricos apelidaram de vazio. Na verdade, talvez seja a era da descartabilidade. Tudo serve para usar e deitar fora-  emoções, pensamento, informação, pessoas - como se isso fosse um imperativo categórico. É preocupante que assim seja. Para onde caminha a vida dos nossos e daqueles que hão-de vir ?

Tornou-se notícia habitual dos jornais o abandono e mau trato de idosos por parte não só de desconhecidos que irrompem pelas suas casas adentro para os roubarem e violentarem brutalmente, mas também por parte dos próprios familiares que os depositam em lares ou que, pura e simplesmente, os deixam entregues a si próprios, em solidão permanente. 

Descartáveis, os velhos ou os idosos ( palavra institucional) na sociedade atual. Estranho este conceito. 

Quando nos toca a nós, em particular, aprendemos que, de facto, deixamos de ser filhos para sermos pais dos nossos, cuidando deles o melhor que podemos, havendo, no entanto, a clara noção da impotência perante as doenças que lhes vão sugando a energia e o ânimo. Amor, carinho, atenção, apoio não são palavras vãs e sem lastro nesta dimensão. Não podem nem devem ser.

Os que optam pela via da descartabilidade vão aperceber-se ( tarde) que chegaram ( também) ao fim da linha absolutamente sós.

Votos para que o trinado dos nossos se perpetue . ( all rights reserved to Prince)

@mmalheiro

aos meus pais.

 

 

publicado por marina malheiro às 06:40 link do post
12 de Março de 2017

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                                                              Ilustração Anatómica antiga via Pinterest.

[ em tempos de intervalo para anúncios , o coração bate no peito em contagem auricular sincopada, sem pressa. em redor, os corações envelhecidos batem lentamente e abraçam tempos diferentes. todos no mesmo grupo, apesar das distâncias cronológicas. Passada a 5/3 ,  com o ritmo desta música.]

aos meus pais.

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 20:09 link do post
05 de Fevereiro de 2017

e62b637bd59c325594e9160d1d0750d7.jpg                                                     Artistic Anatomical Illustrations on White Dictionary Paper Spanish shop PRRINT 

                                                [ o que é a respiração pelos dias adentro? agarrar na tua mão e apertá-la com força. a tua mão é una com a minha. em redor mãos separadas, fráguas na velhice, caminhos duros. respiração eupneica, a tua.]

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 18:37 link do post
25 de Abril de 2016

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                                 Bandeira de Portugal da Chaimite de Associação 25 de Abril.

                                  Desde que me conheço que ouço a palavra Abril. Nasci praticamente um ano depois mas tive a felicidade de ter pais interventivos, ávidos leitores de livros proibidos e não só, ávidos leitores de literatura e de política e  de irmãos que me fizeram gostar de música e me deram colo.

No 1º de maio de 1977 ia ao colo do meu pai. Depois durante anos fui à festa do Avante, como um ritual.

Mais tarde fiz parte da "geração rasca" , participando em inúmeras manifestações enquanto estudante e depois como trabalhadora. Desci sempre a Avenida, acompanhada por colegas e amigos queridos, alguns que deixaram saudades ,pois viviam este dia em pleno. Aprendi muito com eles.

Hoje desci a Avenida com o meu filho pela mão, atrás da Chaimite da Associação 25 de Abril.

Sem me aperceber já estava a gritar palavras de ordem e a cantar o "Grândola". O tempo encarrega-se de passar legados. Foi hoje o dia.

@mmalheiro

ao meu filho Manel

[a Arminda Palma e Luís Santos, in memoriam]

 

publicado por marina malheiro às 21:03 link do post
14 de Abril de 2016

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                                          [ mudar de rumo/ mudar de rumo- a formiga no carreiro./ eu vim de longe e vou para longe. (todos os direitos reservadíssimos ao grande José Mário Branco

                                                                      aos amigos.

                                                           [ a A.Carreiras  ,ML Malheiro e M. com amor.]

                                                       @mmalheiro

                                                                     

publicado por marina malheiro às 22:01 link do post
28 de Dezembro de 2015

 

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 Cinemagraph bisado neste Blog.

Há canções que dizem tudo e são força motriz para o bom que pode advir da música. Escute aqui a excelente "We can work it out" através do canal TheBeatlesVevo ou no Spotify (vários álbuns em modo streaming desde este Natal de 2015).- all rights reserved to The Beatles.

[aos meus pais com amor]

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 23:13 link do post
17 de Novembro de 2015

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                                 Paul Klee, In the beginning, 1916 ( all rights reserved to  Paul Klee)

                                creio que a dor e a tristeza não têm cor, nem bandeira, nem rosto definido. isso nada                                               interessa.

                                a coragem, a saudade e o legado que os outros nos deixam quando passam pela nossa vida                                 e  deixam marca têm cor, a cor do que sentimos e vivemos no passado e agora.

                                ( à minha avó  que me dizia adeus à janela, contente)

                                https://www.youtube.com/watch?v=dMrW46qP4mw&hd=1 Fairport Convention ( all rights                                       reserved)

                               @mmalheiro

                                

publicado por marina malheiro às 17:17 link do post
17 de Setembro de 2015

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                                              via Pinterest

                                        em memória de M.Fernandes, o primo que oferecia poemas aos outros, deixo um poema do Mestre Ramos Rosa.

       "O astro"

Ouve a longa incoerência da palavra e a memória

do sangue que se apaga. Ouve a terra taciturna.

Tudo é fugitivo e a sombras não acolhem. nenhum jardim

de segredos. Nenhuma pátria entre as ervas e a areia.

Onde é que nasce a sombra e a claridade?

 

Eis as vertentes da terra árida e seca. Quem

reconhece o equilíbrio das evidências serenas?

Estas palavras têm o odor de portas enterradas.

Como dominar a desmesura da ausência e a vertigem?

Como reunir o obscuro em palavras evidentes?

 

Escuta, escuta a longa incoerência da terra

e da palavra. Ao longo da distância

murmura a perfeição monótona de um mar.

Num pudor de esquecimento um astro se aveluda

em denso azul na corola do silêncio.

António Ramos Rosa

@mmalheiro

aos meus pais

                                              

                                               

publicado por marina malheiro às 23:50 link do post
05 de Setembro de 2015

                                                               

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                          Dolce & Gabbana Fall 2015 RTW via Pinterest

                           https://www.youtube.com/watch?v=8tqmBoSuQ4Q&hd=1

                          a estrutura desabou, apanhou o pó do caminho e levantou-se em força.

                          nas mãos ,agora,o fruir dos dias e a ternura toda. 

                          @mmalheiro

publicado por marina malheiro às 04:02 link do post
20 de Julho de 2015

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  em abeachcottage.com

https://www.youtube.com/watch?v=PATJlOwcIkM&hd=1 aos meus pais.

@marinamalheiro

publicado por marina malheiro às 15:08 link do post
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