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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
21 de Outubro de 2017

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Hiroshi Matsumoto ( all rights reserved)

sempre me fez extrema impressão aqueles que não verbalizam a dor, a sua , ou como dizia Pessoa, a que "leem nos outros". essa frieza incalculável diante da morte, da doença e das agruras dos outros nunca me pareceu normal.

numa "era do vazio" como a que vivemos quando um político está de tal forma "esmagado" pela tragédia que ocorreu no país, denominada por alguns como uma "autêntica guerra " de sul para norte, revelando um país incapaz de lutar contra alterações climáticas, mão humana incendiária e ausência de comunicações, e não verbaliza de forma histeriónica, apercebemo-nos que o sillêncio também é importante.

 isto por oposição a outro político, claramente vencedor das "massas" e que abraça todos, incansavelmente.

onde fica, então, o meio-termo entre a ausência da verbalização e o excesso da mesma?

talvez no estar, em silêncio, nos momentos-chave: um abraço tem mil palavras dentro.

 

a todos as vítimas dos incêndios de 15 de outubro

aos familiares das vítimas 

a todos os que ficaram despojados dos seus bens e do seu trabalho

a Tábua, terra da minha avó

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 12:30 link do post
01 de Agosto de 2017

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Sam Shepard.

Partiu ontem o dramaturgo, ator, escritor, cineasta.

A sempre magnífica Patti Smith escreveu hoje um texto tocante na New Yorker, dedicado ao seu velho amigo Sam Shepard.

Escute aqui o último texto pensado pelos dois , Sam e Patti, The One Inside,(2017) dito com o estilo próprio da "poeta" Patti Smith, "Forward" (magnífico) e "beba" as palavras. ( all rights reserved to Sam Shepard and Patti Smith).

O que é a vida, ou o melhor dela do que "beber boas palavras" ? as dos poetas?

 

" A malta pedia a Deus um salão de bilhar e andava à pancada todas as sextas-feiras à noite mesmo no meio da estrada, impedindo o tráfego. " Sam Shepard

@mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 21:09 link do post
18 de Maio de 2017

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all rights reserved to Julien Douvier.

[ em dias em que ecoam vozes dissonantes sobre as ninharias da vida, há quem sofra na pele, todos os dias, um azar que lhe determina o fim, mantendo a esperança, com imensa coragem. há quem plante árvores em Sintra, árvores diferentes ainda com matéria de alguém que já partiu e cresce sob a forma de uma macieira ( nunca se sabe)]

ao J. que voou hoje e que deixará saudades.

a M. Morais com  muita amizade

a G. Malheiro

@mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 22:57 link do post
09 de Janeiro de 2017

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                                                  Foto de Mário Soares em criança.

                                           Em dias de cerimónias fúnebres de Mário Soares, apercebemo-nos ao ver deslizar a charrete e os batedores pelas ruas de Lisboa, ainda que por breves momentos, na televisão, que este é um momento tocante e histórico. Encerra-se um capítulo da História ainda tão recente ( de uma democracia "jovem", de apenas 42 anos) com a morte de Mário Soares, tal como se havia encerrado com a partida de Álvaro Cunhal. Ambos políticos geniais, homens para além do seu tempo. 

Contudo, fica o seu legado para as jovens gerações. Apercebi-me hoje disto quando um jovem de 13 anos sabia perfeitamente explicar quem fora Mário Soares , com grande detalhe e entusiasmo ou o meu próprio filho me perguntava se havia o filme sobre a fuga do Forte de Caxias (1961), pois achara a história sensacional.

esperança, portanto, Abril continuará.

[ "Disciplinar o Orçamento é bom, mas não é tudo. As pessoas são o mais importante.]

Mário Soares

 

@mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 23:35 link do post
07 de Janeiro de 2017

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 Maria Barroso , Mário Soares e Tito de Morais em primeiro plano,  1974.

[ partiu hoje um lutador anti-fascista. indiscutível a importância do seu legado para a História da democracia portuguesa.

indiscutível o seu papel para a Liberdade. ]

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 20:17 link do post
25 de Dezembro de 2016

 

 

 

 

 

 

 

 

                        Requiem de Mozart.

                        A A.Santos, in memoriam. 

                        @mmalheiro

publicado por marina malheiro às 21:30 link do post
12 de Novembro de 2016

                        De Leonard Cohen, dito pelo próprio.

                        The ponies run, the girls are young,
The odds are there to beat.
You win a while, and then it's done -
Your little winning streak.
And summoned now to deal
With your invincible defeat,
You live your life as if it's real,
A Thousand Kisses Deep.

I'm turning tricks, I'm getting fixed,
I'm back on Boogie Street.
You lose your grip, and then you slip
Into the Masterpiece.
And maybe I had miles to drive,
And promises to keep:
You ditch it all to stay alive,
A Thousand Kisses Deep.

And sometimes when the night is slow,
The wretched and the meek,
We gather up our hearts and go,
A Thousand Kisses Deep.

Confined to sex, we pressed against
The limits of the sea:
I saw there were no oceans left
For scavengers like me.
I made it to the forward deck
I blessed our remnant fleet -
And then consented to be wrecked,
A Thousand Kisses Deep.

I'm turning tricks, I'm getting fixed,
I'm back on Boogie Street.
I guess they won't exchange the gifts
That you were meant to keep.
And quiet is the thought of you
The file on you complete,
Except what we forgot to do,
A Thousand Kisses Deep.

And sometimes when the night is slow,
The wretched and the meek,
We gather up our hearts and go,
A Thousand Kisses Deep.

The ponies run, the girls are young,
The odds are there to beat.

 

( all rights reserved to L. Cohen)

[ o poeta calou-se.]

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 16:04 link do post
11 de Novembro de 2016

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                                          Leonard Cohen- fotografia no arquivo Pinterest.

                                          Partiu Leonard Cohen, o músico, o poeta,  o sonhador do Chelsea Hotel. Encontra neste Blog inúmeras referências a Cohen. Talvez esteja na imaterialidade a compôr música com a sua Marianne( que partiu também há poucos meses) e a dançar. So long, Leonard.

                                         "Então até logo, Marianne, é hora de começarmos a rir e chorar e chorar e rir novamente sobre tudo."

You Know who I am  ( all rights reserved to L. Cohen)

in Peel Session, 1968

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 19:15 link do post
10 de Julho de 2016

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                                           M. Streep e W. Allen no cenário do filme Manhattan

                                           [ "Acredito no movimento.Acredito no mundo, esse balão que vai continuando ininterruptamente a sua rotação. Acredito na meia-noite e na hora do meio-dia. Mas em que mais acredito? Às vezes em tudo. Outras vezes em nada. Acredito na vida que um dia todos nós iremos perder. Quando somos novos achamos que não, que somos diferentes. Em criança pensava que nunca iria crescer, que podia estabelecer isso para sempre. (...) Agora já estou mais velha do que o meu amor e os meus amigos na hora da sua morte. Talvez viva tanto que a Biblioteca Pública de Nova Iorque se veja obrigada a entregar-me a bengala de Virgínia Woolf. "]

Patti Smith, M- Train, Quetzal, 2016, p. 269 ( Tradução Helder Moura Pereira e Revisão Carlos Pinheiro)

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 00:49 link do post
20 de Fevereiro de 2016

0041c2182f058a5c5860c68d87d7d97a.jpgPartiu Umberto Eco . E agora com quem vou  continuar a aprender a pensar sobre o mundo, os outros e as coisas? Que voi a fare ? Apesar de Umberto Eco ter sido céptico em relação à versão digital do livro, deixo aqui[ com direitos reservadíssimos a  Casa Editrice VALENTINO BOMPIANI & C. Milano/ EDITORA PERSPECTIVA S.A. / Umberto Eco], a Obra Aberta.

 

[Rir é próprio do homem, como mentir. O problema é tão complexo, há tantas razões pelas quais podemos rir... Rimos porque estamos felizes, os soldados japoneses riam-se de vergonha quando eram detidos pelos americanos, os homens riem-se durante um show de striptease para dominar a timidez. Rir tem a ver, de alguma forma, com o facto de sabermos que vamos morrer. É mais ou menos isto, e é imenso. Não, ainda não escrevi este livro. Umberto Eco

in Expresso] via www.citador.pt

Bisadíssimoneste Blog na língua talvez mais bela que existe, o italiano, e depois o português :)

a Umberto Eco

@mmalheiro

 

 

 

publicado por marina malheiro às 21:27 link do post
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