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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
16 de Novembro de 2017

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aos que andam perdidos, guardando ódios e rancores aos outros ( algo que não compreendo)

sinceros votos para que encontrem a pacificação.

https://www.youtube.com/watch?v=-pV4FDVeMKY

publicado por marina malheiro às 21:14 link do post
24 de Outubro de 2017

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Foto via Pinterest

Durante o último fim de semana foi notícia este acórdão surreal , em pleno século XXI, no ano da graça de 2017.

Na página 8  encontra os factos provados, em particular as circunstâncias em que a assistente foi brutalmente agredida, resultando em " lesões estas que determinaram 20 dias para a consolidação médico-legal, com afetação

de 10 (dez) dias da capacidade de trabalho profissional e com afetação de 1 (um) dia da capacidade de trabalho geral.
15). 
 
Teremos nós voltado ao tempo inquisitorial ? Se o leitor fizer uma pesquisa avançada , utilizando a palavra "adultério" no Arquivo Digital da Torre do Tombo, encontrará pelo menos 28 processos relativos a homens e mulheres que cometeram adultério em 1636, em 1502, 1541, 1453, por exemplo.
 
 
Num país em que diariamente as mulheres são vítimas de violência doméstica por parte dos seus maridos ou companheiros e estes são na maioria dos casos libertados com pena suspensa, perseguindo novamente as suas vítimas e cometendo homicídio, é inacreditável que tal acórdão possa existir. Simplesmente existir.
 
 
@mmalheiro
 
música de José Mário Branco, "magister nostrum" ( todos os direitos reservados a José Mário Branco)
 
 
 
 
publicado por marina malheiro às 09:52 link do post
07 de Outubro de 2017

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via Pinterest

Vivemos numa era que alguns teóricos apelidaram de vazio. Na verdade, talvez seja a era da descartabilidade. Tudo serve para usar e deitar fora-  emoções, pensamento, informação, pessoas - como se isso fosse um imperativo categórico. É preocupante que assim seja. Para onde caminha a vida dos nossos e daqueles que hão-de vir ?

Tornou-se notícia habitual dos jornais o abandono e mau trato de idosos por parte não só de desconhecidos que irrompem pelas suas casas adentro para os roubarem e violentarem brutalmente, mas também por parte dos próprios familiares que os depositam em lares ou que, pura e simplesmente, os deixam entregues a si próprios, em solidão permanente. 

Descartáveis, os velhos ou os idosos ( palavra institucional) na sociedade atual. Estranho este conceito. 

Quando nos toca a nós, em particular, aprendemos que, de facto, deixamos de ser filhos para sermos pais dos nossos, cuidando deles o melhor que podemos, havendo, no entanto, a clara noção da impotência perante as doenças que lhes vão sugando a energia e o ânimo. Amor, carinho, atenção, apoio não são palavras vãs e sem lastro nesta dimensão. Não podem nem devem ser.

Os que optam pela via da descartabilidade vão aperceber-se ( tarde) que chegaram ( também) ao fim da linha absolutamente sós.

Votos para que o trinado dos nossos se perpetue . ( all rights reserved to Prince)

@mmalheiro

aos meus pais.

 

 

publicado por marina malheiro às 06:40 link do post
05 de Outubro de 2017

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 all rights reserved to hiroshi matsumoto - available on Etsy

 Escute aqui a incrível versão de Blue Monday dos New Order pelos Orkestra Obsolete ( usando instrumentos dos anos 30) ,cortesia da BBC Arts ( all rights reserved to Orkestra Obsolete and BBC Arts).

Em dia mundial do professor estamos sempre a aprender.

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 20:23 link do post
26 de Setembro de 2017

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all rights reserved to Spin.com

Partiu há dias aquele que foi reconhecido tardiamente como um grande cantor de soul, editado pela Daptone Records.

Tive o grande prazer de assistir a um concerto seu, em Cascais, em 2011. Estava bastante frio mas dançámos todos muito ao som da sua música . Sensacional ao vivo.

Fica aqui uma cover 5 estrelas de "I'll slip away" - original de Rodriguez. ( all rights reserved to Charles Bradley).

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 20:22 link do post
15 de Setembro de 2017

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     [ o tempo vai embrulhando rapidamente a vida. os animais adoecem de velhice ou tristeza, as sementes medram pela terra adentro, as videiras em nós vão crescendo felizes e os que nos rodeiam são assaltados por imprevistos no seu caminho longo de vida. as uvas tintas serão colhidas lá para outubro, tempo em que o Outono será permanente nos ossos, na tristeza meio saudosa dos dias já mais curtos. a minha videira, bela e única, sairá da terra pura talvez em fins de novembro, talvez em dias de gelo, mas será certamente acalentada com muita ternura nos teus braços crescidos agora de homenzinho valente.

faremos a nossa vindima bonita, juntos, neste tempo novo, meu aviador.

ao Zé.

ao Manel.

@marinamalheiro

 

publicado por marina malheiro às 19:51 link do post
12 de Setembro de 2017

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                                                     [ ao pequeno poema]

                                                    @mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 12:43 link do post
07 de Agosto de 2017

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escute esta magnífica versão jazzística do original de Sérgio Godinho - "A noite passada" por Lena d'Água. 

( todos os direitos reservados a Lena d'Água e Sérgio Godinho)

"estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro e a marca ficou lá (...)".

( ó senhores dos festivais de Jazz e rock coloquem esta voz e banda nos vossos espetáculos)

@mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 00:08 link do post
31 de Julho de 2017

Camel, Lady Fantasy, 1974 (Mirage)

Os amores da vida são quem transportamos no ventre,  aqueles pelos quais acordamos a meio da noite quando têm pesadelos, a quem damos a mão pela primeira vez e todas as vezes enquanto a mão for ainda nossa, a quem respondemos o que é a morte, a separação, o amor, os dias, as perdas e os ganhos no crescimento diário. Os amores da vida, os filhos, fazem-nos melhores. Gente melhor.

Ao meu pequeno poema e ao Manel.

@mmarina

publicado por marina malheiro às 19:34 link do post
25 de Julho de 2017

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Escute aqui os vencedores do Cabreira Rock 2017, os RARA. ( todos os direitos reservados aos RARA / direitos televisivos da vieiradominho.tv)

"Ai eu estou que nem posso!"

Parabéns aos RARA.!

À Andreia Carreiras.

publicado por marina malheiro às 21:20 link do post
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