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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
16 de Maio de 2017

( all rights reserved to Paul Simon & Ladysmith Black Mambazo)

Em dias de notícias tão boas na "jangada de pedra" comecei a ler um livro de ensaios fantástico- Ética no Mundo Real, Peter Singer, Edições 70, 1ª edição, Abril de 2017, tradução de Desidério Murcho, revisão de Inês Guerreiro.

Aprender com um filósofo como Peter Singer que discorre sobre temas interessantes no mundo real, no mundo comezinho que nos rodeia, é um privilégio, sobretudo, para quem enquanto estudante ( há muitos anos) do curso de Humanísticas só começou a achar piada aos filósofos depois de ler toda a obra de Kant, em pleno 12º ano.

E, portanto, coincidentemente, no 13 de maio, marcaram-me estas palavras : " Na verdade, os ateus e os agnósticos não agem menos moralmente do que os crentes religiosos (...). As pessoas que não são crentes têm frequentemente um sentido tão forte e sólido do bem e do mal como qualquer outra, contribuíram para abolir a escravatura e ajudaram noutros esforços para aliviar o sofrimento humano."

@marinamalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 21:11 link do post
04 de Março de 2017

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                                         Helena Almeida, Desenho Habitado, 1975 ( todos os direitos reservados a Helena Almeida)

[ em dias de ética ou da sua grave ausência nos castelos do poder económico e político em terras lusitanas, urge talvez refletir sobre o que Peter Singer escreveu : " Temos de restaurar a ideia de viver uma vida ética como uma alternativa realista e viável ao predomínio actual do interesse próprio materialista."]

Música. Canto de Ossanha in A Bossa Nova é Nossa, 2017, vários artistas ( direitos reservados a Universal Music Ltda)

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 08:38 link do post
05 de Janeiro de 2017

46dbdb427e19b96f7f62be2c080b2efc.jpg                                  Há dias escreveu José Pacheco Pereira um magnífico artigo no jornal "Público" [ "A ascensão da nova ignorância"] . Acrescento ,aqui , algumas ideias que poderão ser livremente objeto de discordância para quem lê o que escrevo por "pura carolice" neste Blog.

Conclui (JPPereira) o seu artigo afirmando que " (...) Como na nova ignorância, se trata de uma atitude hostil ao saber e ao seu esforço, mais do que um efeito de fonte única, há uma guetização da opinião, com arrregimentação entre os próximos e a diabolização dos "outros".  De facto, é cansativo ler os comentários dos leitores nos jornais online ou em páginas de redes sociais, dada a violência verbal que é utilizada, sem qualquer moderação por parte das redações dos jornais.

Numa sociedade de conteúdos como é a sociedade atual, a da desinformação, é fácil escolher o conteúdo mais adequado sem se problematizar sobre nada, sem se investigar a fundo um tema, sem se recorrer a sites, a apps, ao mundo digital. Isto é claramente observável no contexto escolar, no qual os jovens produzem trabalhos com base em motores de busca na web que lhes fornecem a informação necessária, sem verificação e fidedignidade.

Há 20 anos atrás qualquer estudante universitário português consultava documentos em mão, nos "reservados" da Biblioteca Nacional, por exemplo, e sentia nisso um imenso prazer.

Existem neste momento bases de dados fidedignas como a da Biblioteca Nacional ou do Projeto Gutenberg. Neste último projeto trabalham revisores voluntários com o objetivo de fornecerem obras antigas a todas as pessoas, em todo o mundo.

Deve coexistir esta vontade de pesquisar e problematizar sobre o mundo que nos rodeia  quer na versão em papel ou no formato digital . Não pode ser uma vontade acéfala mas construtiva, de pleno crescimento pessoal.

Os professores têm desenvolvido um trabalho meritório neste aspeto, tentando lutar contra esta "nova ignorância"  que comporta também, consequentemente, crescentes formas de violência.

Felizmente há quem desenvolva na área da Filosofia para Crianças autênticas maravilhas, colocando pequenos pensadores no caminho daquilo que é fundamental - a reflexão sobre o mundo ( ainda que seja ainda pueril)- e é isso, essa pérola, que dá ainda muito alento a quem ensina.

ao meu filho Manel.

@marinamalheiro

 

publicado por marina malheiro às 17:07 link do post
15 de Novembro de 2016

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                                  Foto Vivian Maier, Invisible Woman

                                  [ em dias em que o sol nos abraça, quente e outonal, encontramos por mero acaso personagens vivas de um qualquer romance. não mastigam as palavras, verbalizam os sentires.

jovens de um lado, extravasando opiniões e vontades amorosas, amigos de meia-idade do outro, demonstrando cruamente os interstícios ocultos das relações.

são paradoxalmente como o texto que lemos de um escritor português, vagabundos de sentires, completamente despojados de preconceitos, de dissimulações exageradas e pré-formatações modernas como as que se encontram amiúde em qualquer transversal de vida.

poderiam ser amigos de Thoreau ou de Cesário,

deambulando felizes pela vida, despreocupadamente.

é isso que importa.]

escute aqui o magnífico John Cale em 2016, interpretando um tema dos Velvet Underground.

                                   à Sara Gomes, com amizade.

                                   a ti, ZT.

                                   @marinamalheiro

publicado por marina malheiro às 22:26 link do post
22 de Junho de 2016

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                                                         Foto via Pinterest.

No dia em que Portugal empatou com a Hungria, num excelente jogo ( 3-3), penso que também a vida é feita de empates.

Zero a zero quando terminam relações, casamentos, amizades. Todos empatados, ninguém sai vencedor.

Empates em conflitos laborais ou de mentalidades, ou em teimosias, ou em desencontros, zero a zero, também.

Realmente, o melhor empate de todos é quando há a melhor das resignações, a do encontro emocional ou físico entre duas pessoas. Ninguém perde e não há foras de jogo.

A vida é curta e é melhor marcar todos os golos possíveis, livremente.

dance com esta música, bisadíssima neste Blog.

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 20:42 link do post
02 de Maio de 2016

d8165ec2936f2f22fd76daea9cc515b5.jpg                                  Mapa das Estrelas 1903.

                                  Carl Sagan afirmou que nós éramos feitos de poeira das estrelas.

                                 Quando uma criança (de apenas 6 anos) responde assertivamente que uma pessoa que fala muitas línguas é Deus, tem-se a noção de que há muita poeira das estrelas nas novas gerações.

 

Estrelas aqui

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 14:41 link do post
01 de Abril de 2016

cae785404aa354b942630bcfc70e1511.jpg                                      foto de Metropolitan Museum of Art, NY ( all rights reserved)

                " (...) Gosto de uma larga margem para a minha vida. (...) Crescia eu nessas temporadas que nem o milho durante a noite, e elas eram melhores que qualquer outro trabalho feito com as mãos. Não representavam tempo subtraído à minha vida, e sim um tempo além e acima da minha quota habitual. (...) É bem verdade que um homem deve encontrar razões em si mesmo." in Walden, Thoreau , 1854

                                [ Gosto de uma larga margem para a minha vida]- all rights reserved to Beirut.

                               @mmalheiro

 

                                    

 

publicado por marina malheiro às 01:39 link do post
27 de Fevereiro de 2016

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 https://www.youtube.com/watch?v=yXhbA9wYVs0&list=RDyXhbA9wYVs0 Neil Young, One of these days ( all rights reserved to Neil Young)

aos professores de Filosofia e aos seus pequenos pensadores.

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 23:03 link do post
18 de Novembro de 2015

Atualmente escreve-se muito "de cátedra", num incrível terrorismo de palavras, quer nos Media, quer nas Redes Sociais.

Tornam-se entendiantes os "terroristas da cátedra e das palavras". Precisarão de muita Filosofia, da pura e de vida, para escreverem com "conhecimento de causa", assente em dados, no terreno e no conhecimento.

Uns não precisam de estudar nas Universidades, estudam toda a vida e têm uma sabedoria única como era o caso de  José Saramago.

"Tanto barulho para nada" e o mais importante é isto- sobre Paris e as crianças. (all rights reserved to the NYTIMES). Também em Portugal os professores estão a explicar às crianças o que aconteceu em Paris.

 

Escute aqui os magníficos músicos Ravi Shankar e George Harrison . 

[CARPE DIEM]

Liberté, toujours.

@mmalheiro

 

 

 

 

publicado por marina malheiro às 16:24 link do post
24 de Outubro de 2015

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                                      Robert Doisneau - Un Foulard dans le Vent [ A Scarf in the Wind] - 1960 - Graphique de                                                 France - ©1990 Top/Doisneau/Graphique de France, Boston, MA - Printed in France

                                     Hoje demonstraram-me que a vida é uma cebola. Camadas finas que descascamos com o Tempo ,junto com os outros, os que amamos e os que se cruzam connosco (quem sabe se por via das leis da Física, das linhas invisíveis que nos ligam uns aos outros).

São precisas muitas cebolas com filosofia e poesia q.b . :)

E música, claro. ( all rights reserved to Neil Young)

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 01:37 link do post
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