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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
07 de Outubro de 2017

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via Pinterest

Vivemos numa era que alguns teóricos apelidaram de vazio. Na verdade, talvez seja a era da descartabilidade. Tudo serve para usar e deitar fora-  emoções, pensamento, informação, pessoas - como se isso fosse um imperativo categórico. É preocupante que assim seja. Para onde caminha a vida dos nossos e daqueles que hão-de vir ?

Tornou-se notícia habitual dos jornais o abandono e mau trato de idosos por parte não só de desconhecidos que irrompem pelas suas casas adentro para os roubarem e violentarem brutalmente, mas também por parte dos próprios familiares que os depositam em lares ou que, pura e simplesmente, os deixam entregues a si próprios, em solidão permanente. 

Descartáveis, os velhos ou os idosos ( palavra institucional) na sociedade atual. Estranho este conceito. 

Quando nos toca a nós, em particular, aprendemos que, de facto, deixamos de ser filhos para sermos pais dos nossos, cuidando deles o melhor que podemos, havendo, no entanto, a clara noção da impotência perante as doenças que lhes vão sugando a energia e o ânimo. Amor, carinho, atenção, apoio não são palavras vãs e sem lastro nesta dimensão. Não podem nem devem ser.

Os que optam pela via da descartabilidade vão aperceber-se ( tarde) que chegaram ( também) ao fim da linha absolutamente sós.

Votos para que o trinado dos nossos se perpetue . ( all rights reserved to Prince)

@mmalheiro

aos meus pais.

 

 

publicado por marina malheiro às 06:40 link do post
28 de Setembro de 2017

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in Vice Magazine

Escute aqui um fado único, lindo, cantado por Raquel Tavares. ( todos os direitos reservados a Raquel Tavares).

ao meu amor.

@marinamalheiro

publicado por marina malheiro às 20:03 link do post
21 de Maio de 2017

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Foto  via Pinterest

[ pode-se questionar tudo: o inexplicável, os acasos, aquela doença que é um azar tremendo para muitos ( por que raio não a extinguem de vez?), as ninhariazinhas com que se debatem muitos diariamente na sua coexistência com os outros e que são resto zero na matemática final ( pura estupidez!), a fome, a guerra, as atrocidades diárias, a violência gratuita, as desigualdades sociais, etc, etc.

Pode-se questionar tudo, menos de que a vida é de algum modo, circular e nos coloca sem nos apercebermos novamente na "casa da partida" de um qualquer jogo de tabuleiro. Desta vez, não é preciso comprar nada, nem o "Rossio".]

music by Beach House , 2017- via BeachHouseVideoZone ( all rights reserved to Beach House)

@mmalheiro

ao ZT

ao Manel

 

 

publicado por marina malheiro às 19:10 link do post
25 de Março de 2017

                                            " Trabalho doméstico"

  (...) " Há palavras húmidas como

os lábios, que precisam de mais tempo 

na corda do verso, e deixam nele

uma impressão de vermelho; outras, 

como o amor, querem fugir, e é preciso

deixá- las bem presas antes que a mola

se parta; e há também as que brilham 

ao sol, como a chama dos olhos, e 

só a chuva apaga o seu fogo.

 

Depois, quando leio o poema,

é como se tirasse da gaveta todas

as palavras que lá tinha arrumado (...).

Nuno Júdice in "Trabalho Doméstico", Navegação ao Acaso, 2013, D. Quixote ( todos os direitos reservados a Nuno Júdice)

 

Música- O Clássico é Samba, Orquestra Sinfónica Petrobrás ( Brasil), 2017- direitos reservados a Orquestra Sinfónica Petrobrás

publicado por marina malheiro às 16:53 link do post
01 de Março de 2017

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                                                                Helena Almeida/ Abraço.

[ Aprender todos os dias : "Temos, sobretudo, de aprender duas coisas: aprender o extraordinário que é o mundo e aprender a ser bastante largo por dentro, para o mundo todo poder entrar." Agostinho da Silva.]

                                                              [ tu estás livre e eu estou livre] ( feat. Tiago Bettencourt- todos os direitos reservados a António Variações e Tiago Bettencourt).

                                                              @mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 20:55 link do post
05 de Fevereiro de 2017

e62b637bd59c325594e9160d1d0750d7.jpg                                                     Artistic Anatomical Illustrations on White Dictionary Paper Spanish shop PRRINT 

                                                [ o que é a respiração pelos dias adentro? agarrar na tua mão e apertá-la com força. a tua mão é una com a minha. em redor mãos separadas, fráguas na velhice, caminhos duros. respiração eupneica, a tua.]

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 18:37 link do post
24 de Janeiro de 2017

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                                         Dança cósmica de Ayobalimi 

                                    [- o Amor é uma dança cósmica a dois,  magnífica e insondável, com muita Bossa-Nova ]

                                     música de Chico Buarque / versão Carminho & António Zambujo ( todos os direitos reservados a Chico Buarque, Carminho e António Zambujo)

                                  @mmalheiro

publicado por marina malheiro às 22:31 link do post
23 de Dezembro de 2016

5a0ed730ed0545539b983b81bd874cd9.jpg                                       a magnífica ideia da "Blackout poetry" via Pinterest.

                                      [colher o que o tempo plantou, em dias de festa, com amor. ]

                                       Festas felizes a todos os que seguem o Jazzística.

 

publicado por marina malheiro às 23:56 link do post
02 de Dezembro de 2016

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Allegories of Love, first quarter 19th century. French. The Metropolitan Museum of Art, New York. Gift of George Mangini, 2009

[ Stendhal terá escrito o melhor ensaio de todos sobre o Amor. Depois só a Música poderá guardar em si todos os ensaios possíveis.]

fur. Z.

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 18:02 link do post
15 de Novembro de 2016

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                                  Foto Vivian Maier, Invisible Woman

                                  [ em dias em que o sol nos abraça, quente e outonal, encontramos por mero acaso personagens vivas de um qualquer romance. não mastigam as palavras, verbalizam os sentires.

jovens de um lado, extravasando opiniões e vontades amorosas, amigos de meia-idade do outro, demonstrando cruamente os interstícios ocultos das relações.

são paradoxalmente como o texto que lemos de um escritor português, vagabundos de sentires, completamente despojados de preconceitos, de dissimulações exageradas e pré-formatações modernas como as que se encontram amiúde em qualquer transversal de vida.

poderiam ser amigos de Thoreau ou de Cesário,

deambulando felizes pela vida, despreocupadamente.

é isso que importa.]

escute aqui o magnífico John Cale em 2016, interpretando um tema dos Velvet Underground.

                                   à Sara Gomes, com amizade.

                                   a ti, ZT.

                                   @marinamalheiro

publicado por marina malheiro às 22:26 link do post
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