http://jazzistica.blogs.sapo.pt
Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
31 de Outubro de 2012

 

Postal da NY Public Library

 

 

Hoje, dia das bruxas, véspera de dia de finados, deixo o Requiem pelo mau Orçamento de Estado, aprovado na generalidade e com votos contra da Oposição e por um deputado do CDS que ficará certamente na história por ter corajosamento quebrado a disciplina de voto do seu partido.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=0p-Mrrv4tcc

 

Requiem de Mozart, versão Jazz

 

World Premiere of the Classical-Jazz Syncretic Version of Mozart's Requiem at the Palace of Arts in Budapest, on All Saints' Day, 2010.
Arranged and Composed by Miklós Szitha, after Jacques Loussier.



"Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar"

Sun Tzu



A Miguel Portas 



@marinamalheiro






publicado por marina malheiro às 19:22 link do post
28 de Outubro de 2012

 

Paul Newman e Joan Woodward / anos 60

 

 

" (...) As sociedades industriais transformam os seus cidadãos em viciados de imagens; trata-se da mais irresistível forma de poluição mental.(...)

Não seria errado falar de pessoas com uma compulsão para a fotografia, transformando a própria experiência numa forma de visão.

(...) Hoje em dia, tudo o que existe, existe para acabar numa fotografia".

 

Susan Sontag, Ensaios sobre fotografia, Quetzal, Outubro 2012, 1ª edição ( portuguesa) / edição original 1973

 

A brilhante Susan Sontag que nos deixou páginas de ensaios fascinantes sobre literatura, música, filosofia, política, deixou-nos também estes ensaios sobre fotografia, muitos anos antes de existir Internet e redes sociais como o Facebook que materializam o que escreveu.

 

E como este verbo- Refundar- está na "ordem" dos dias, das horas- refundaremos a fotografia? e os fotografados?

 

E se durante dias não houvessem imagens a circular? 

 

http://www.youtube.com/watch?v=u925g6CgKuw&feature=related

 

Neil Young, Heart of Gold ( todos os direitos reservados a Neil Young)

 

Trisado neste blog

 

 

@marinamalheiro

 

 

 

publicado por marina malheiro às 23:20 link do post
25 de Outubro de 2012

 

Foto in Página Old Portugal, Via Facebook

 

 

aterra-se literalmente nos dias

 

 vem o cansaço pela resposta nula

 

não há nada, nem ninguém

 

o país fechou ? 

 

 

@marinamalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 21:40 link do post
22 de Outubro de 2012

Camané, Adeus que me vou embora
65 mil jovens partiram desde há um ano
Para quem quer partir e não regressar
"
"Há uma hora de partida mesmo quando não há lugar certo para ir."


Tenessee Williams

@marinamalheiro
publicado por marina malheiro às 22:27 link do post
21 de Outubro de 2012

The Smiths, The death of a disco dancer, 1987 in "Strangeways, here we come"
"Das coisas tristes que o mundo tem, são os homens sem pé no seu tempo. Os desgraçados que aparecem assim, cedo de mais ou tarde de mais, lembram-me na vida terras de ninguém, onde não há paz possível. Imagine-se a dramática situação dum cavernícola transportado aos dias de hoje, ou vice-versa. A cada época corresponde um certo tipo humano. Um tipo humano intransponível, feito da unidade possível em tal ocasião, moldado psicològicamente, e fisiològicamente até, pelas forças que o rodeiam. (..)
O homem que o nosso século pede não é o que lê, o que se aprofunda a cavar em si.
É um ser biológico perfeito, no sentido corpóreo e psíquico duma abelha.
A natureza dos favos é variável, claro está, conforme as necessidades de cada hora. Há pouco tempo ainda era um simples e inofensivo automóvel; neste momento o casulo é um tanque ou um avião. Por isso, a que propósito seria qualquer céptico em matéria de parafusos um representante actual da nossa civilização?"

Miguel Torga in Diário, 1942

Sempre a(c)tual 70 anos depois
@marinamalheiro
publicado por marina malheiro às 12:46 link do post
19 de Outubro de 2012

Moon River, Cover de Morrissey
"Fim - o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa."

Agustina Bessa-Luís

Vê se há mensagens

no gravador de chamadas; 
rega as roseiras; 
as chaves estão 
na mesa do telefone; 
traz o meu 
caderno de apontamentos 
(o de folhas 
sem linhas,as linhas distraem-me). 
Não digas nada 
a ninguém, 
o tempo,agora, 
é de poucas palavras, 
e de ainda menos sentido. 
Embora eu,pelos vistos, 
não tenha razão de queixa. 
Senhor,permite que algo permanença, 
alguma palavra ou alguma lembrança, 
que alguma coisa possa ter sido 
de outra maneira, 
não digo a morte,nem a vida, 
mas alguma coisa mais insubstancial. 
Se não para que me deste os substantivos e os verbos, 
o medo e a esperança, 
a urze e o salgueiro, 
os meus heróis e os meus livros? 
Agoa o meu coração 
está cheio de passos 
e de vozes falando baixo, 
de nomes passados 
lembrando-me onde 
as minhas palavras não chegam 
nem a minha vida 
Nem provavelmente o Adalat ou o Nitromint." 


A Manuel António Pina que nos deixava entrar na sua CASA com toda a poesia


@marinamalheiro

publicado por marina malheiro às 23:45 link do post
18 de Outubro de 2012

The Smiths, Let me get what i want
em dias em que mais vale não ouvir falar de taxas de IRS ( absolutamente injustas e sem equidade alguma), de Orçamentos de Estado, de quezílias dentro do Governo, de estabilidade, do pacto, dos juros, da Coligação , etc
Ouçamos música, a mais virtuosa e inexplicável das artes
"Milhares de pessoas cultivam a música; poucas porém têm a revelação dessa grande arte."

Beethoven


@marinamalheiro


publicado por marina malheiro às 22:38 link do post
17 de Outubro de 2012

 






Foto Marina Malheiro/ Outubro 2012



A Verdade

"A verdade é semelhante a uma adolescente 
vibrante, flexível, em radiosa sombra. 
Quando fala é a noite translúcida no mar 
e a esfera germinal e os anéis da água. 
Um apelo suave obstinado se adivinha. 

Ela dorme tão perfeitamente despertada 
que em si a verdade é o vazio. Ela aspira 
à cegueira, ao eclipse, à travessia 
dos espelhos até ao último astro. Ela sabe 
que o muro está em si. Ela é a sede 

e o sopro, a falha e a sombra fascinante. 
Ela funda uma arquitectura volante 
em suspensas superfícies ondulantes. 
Ela é a que solicita e separa, delimita 
e dissemina as sílabas solidárias. "

António Ramos Rosa, in "Volante Verde"


in www.citador.pt



Hoje faz anos António Ramos Rosa, poeta singular,  que nos dá sempre " um sopro fascinante" de poesia, de olhar para o Mundo.


Todos os versos dos outros são folhas pequenas diante destas "silabas solidárias".



Hoje é o dia Internacional de Erradicação da Pobreza e Portugal é o 2º país onde há pobreza infantil. Neste momento, muitas crianças passam dificuldades nas escolas portuguesas, em virtude da crise. Hoje e sempre é preciso ajudar , contribuir.


Pelas crianças ficam aqui os sites http://www.caritas.pt/site/nacional/ 


e do espetáculo solidário da companhia nacional de bailado cuja receita reverte para as Aldeias SOS, dia 25 de Outubro


http://www.cnb.pt/adm/newsletter/ver_html.php?id_newsletter=287&ver=1


@marinamalheiro


ao meu pequeno poeta

publicado por marina malheiro às 13:53 link do post
15 de Outubro de 2012

Dado que hoje ficámos a saber que a educação de VGaspar custou muito ao país e , por isso, nos sai do bolso agora- será isso?- deixo aqui 4, 33 minutos de silêncio, o tempo exato , sobrante , de uma conferência de imprensa sobre um Orçamento de Estado ...

 

 
John Cage, 4, 33
 
 
"A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro."
 
Alexandre O' Neill
 
 
@marinamalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 20:14 link do post
13 de Outubro de 2012

No dia em milhares vieram para a rua , por todo o país, é impressionante e este é o adjetivo certo, constatar que há um Povo no fio do arame, no limite do suportável.

 

Se na Praça de Espanha , os artistas se manifestam culturalmente , na AR está espelhado este fio do arame.

 

Um Povo a quem estão a ser pedidos demasiados sacrifícios e que começa a passar fome e dificuldades. Uma classe média a empobrecer...

 

Cada vez a aumentar o número de portugueses a abandonar o país...

 

Os sacrifícios em prol do cumprimento de um déficit orçamental , quando o próprio FMI vem dizer que se enganou...não podem justificar TUDO.

 

Numa reportagem em direto da SIC Notícias todos os entrevistados eram desempregados, de diferentes faixas etárias, classes profissionais, classes sociais. Todos em dificuldades, todos sem trabalho, todos na rua.

 

O Governo tem de olhar para isto, olhar para um país, para as pessoas, que não são apenas dados numéricos, quantificáveis em estatística do INE.

 

Urge repensar toda esta política económica e pensar, sobretudo, na política social.

 

E a Oposição tem de deixar-se de vaidades automobilísticas e olhar para os cidadãos, mesmo.

 

 Sigur Rós, Hoppipola, ao vivo

 

 

                                                                     @marinamalheiro 

 

 

 

 

publicado por marina malheiro às 19:04 link do post
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