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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
31 de Outubro de 2011

 

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Na noite dos vampiros, bruxas e feitiçarias, um país anda a ser "sugado" até ao tutano- direitos inalienáveis promulgados na CRP- em democracia- estão prestes a desaparecer- o direito a subsídios de férias, de Natal, o direito a férias. Só se escutam as palavras corte, dinheiro, números, despesas.

Lentamente está a desaparecer a palavra DEMOCRACIA, a palavra JUSTIÇA, a palavra EMPREGO, a palavra LIBERDADE em prol do neoliberalismo económico.Lentamente está a surgir a DESESPERANÇA e o MEDO.

Os braços não podem ficar cruzados . Passividade é palavra a negar neste caminho.

Urge salvar a Jangada de Pedra e resgatar a  nossa Identidade  nossa e perene, como as folhas de Outono no caminho.

 

(...) Vai ter capitais 
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos 
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados 
Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo 
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar 
quase todos
a ratos

Sim".

 

Alexandre O'Neill, Poema Pouco Original do Medo

 

@marinamalheiro

publicado por marina malheiro às 21:55 link do post
29 de Outubro de 2011

 

Julie London, But not for me, (1960)- popular canção composta por Gershwin em 1930 para o musical "Girl Crazy" cantada por Ginger Rogers

 

Esta música escuta-se ,( inesquecível), no filme Manhattan de Woody Allen nesta versão ( Chet Baker)

 

 

 

Chet Baker (But not for me)

 

 

 

 

"O, Time
Be Kind
Help this weary being
To forget what is sad to remember
Lose my loneliness,
Ease my mind,
While you eat my flesh. "

 

Marilyn Monroe

 

 

no Tempo da Mudança

 

@mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 22:34 link do post
27 de Outubro de 2011

O DO NOT LOVE TOO LONG

by: William Butler Yeats (1865-1939)

SWEETHEART, do not love too long:
I loved long and long,
And grew to be out of fashion
Like an old song.
 
All through the years of our youth
Neither could have known
Their own thought from the other's,
We were so much at one.
 
But O, in a minute she changed--
O do not love too long,
Or you will grow out of fashion
Like an old song.

 

"O Do Not Love Too Long" is reprinted from In the Seven Woods. W.B. Yeats. New York: Macmillan, 1903.

 

" (...) Or you will grow out of fashion

 

Like an old song".

 

publicado por marina malheiro às 00:45 link do post
26 de Outubro de 2011

 

Entrando na linha da dança como se Tango fosse a tua vida com "salidas" culminando em "cruzadas" de mãos nuas e olhar firme, sem "passos de lado" ou ".atrás". Primeiro a "marca" do corpo, do olhar, depois o movimento teu e dele. A ronda desenha-se a um corpo só. Tudo é "marcado" em Tango e na tua alma fica, em rugas que cicatrizam as dores, as tristezas, os amores.

A ronda recomeça com outros passos, ao lado e atrás, outros corpos,  na intenção pura e livre.

 

 

 

 @mmalheiro

publicado por marina malheiro às 01:16 link do post
24 de Outubro de 2011

 

All things must pass, The Beatles, Anthology 3, 1996

 

"(..)Não quero mais da vida do que senti-la a perder-se nestas tardes imprevistas, ao som de crianças alheias que brincam nestes jardins engradados pela melancolia das ruas que os cercam, e copados, para além dos ramos altos das árvores, pelo céu velho onde as estrelas recomeçam."

Bernardo Soares in O Livro do Desassossego, Ática, 1982,p.186

 

@mmalheiro

 

a M.R.

publicado por marina malheiro às 22:31 link do post
22 de Outubro de 2011

Zeca Afonso, Canção da Paciência 
 
 
no livro das contas à Vida está o Deve e o Haver.
as pessoas inteiras pois inteira é a existência,
não apenas uma parcela,
transformaram-se em números Finitos,
em números na Economia dos Outros.
 
passaram a ser apenas braços na jorna diária,
perderam as pernas no chão que agora desapareceu,
a alma foi amputada e as pessoas,
inteiras,
passaram a ser Custos sem Proveitos.
 
pouco a pouco enclausuram em si
doenças e fome
na vergonha dos dias.
 
Anulam sonhos e esperanças
guardando revolta pelo TEMPO roubado,
pela Justiça pequena
e pela fome de Democracia.
 
(Aos portugueses)
 
@mmalheiro
 
 
 
 
 
publicado por marina malheiro às 19:33 link do post
19 de Outubro de 2011

 

 


The Song below, You can't win charlie brown

 

 

(..)"Uma grande alegria, cheia de repouso e de livração, desconcertou-nos a todos. Trabalhámos meio tontos, agradáveis, sociáveis com uma profusão natural. O moço, sem que ninguém lho dissesse, abriu amplas as janelas. Um cheiro a qualquer coisa fresca entrou, com o ar de água, pela grande sala de adentro. A chuva, já leve, caía humilde. Os sons da rua, que continuavam os mesmos, eram diferentes. Ouvia-se a voz dos carroceiros, e eram realmente gente. Nitidamente, na rua ao lado, as campainhas dos eléctricos tinham também uma socialidade connosco. Uma gargalhada de criança deserta fez de canário na atmosfera limpa. A chuva leve decresceu.

Eram seis horas. Fechava-se o escritório. O patrão Vasques disse do guarda-vento entreaberto, «Podem sair», e disse-o como uma bênção comercial. Levantei-me logo, fechei o livro e guardei-o. Pus a caneta visivelmente sobre a depressão do tinteiro, e avançando para o Moreira, disse-lhe um «até amanhã» cheio de esperança, e apertei-lhe a mão como depois de um grande favor.#

Bernardo Soares, "Tempestade" in o Livro do Desassossego, Vol I, Ática, 1982

 

 

em dias de Outono nas despedidas de Verão...

 

@mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 23:17 link do post
14 de Outubro de 2011

 

Zeca Afonso, Fura Fura, "Quem diz que é pela rainha"

 

Depois de ouvir o discurso de 19 minutos de Passos Coelho, o  seu discurso mais difícil desde que entrou para o Governo, dá vontade de dizer e gritar bem alto "revolta-te" pelo quartar dos direitos, liberdades e garantias!!

 

Sabendo também que se prepara uma reforma no Ministério da Educação que visa acabar com disciplinas , contratar menos professores e basicamente tornar o ensino português terceiro-mundista, sem garantias de qualidade, sem garantias de futuro para os alunos...

 sabendo que taxas moderadoras não pagas poderão ter coima fiscal, que os subsídios de Natal, de Férias serão cortados aos funcionários públicos que, já por si têm míseros salários, que os reformados já poucos medicamentos com descontos têm, poucos exames com isenção têm,  que doentes aguardam em listas infindáveis e morosas para exames  e operações, a morte que os leve que sempre ficam mais baratos...

 

Sabendo que paga sempre o mesmo pelo pecador e que quem têm $, cunhas e tachos neste país safa-se sempre...

 

resta dizer  "EU REVOLTO-ME, LOGO EXISTO"! (Camus)

 

 

publicado por marina malheiro às 00:47 link do post
12 de Outubro de 2011

Utopia, Zeca Afonso

 

amor, paz, poesia e utopia estão em ti

tu que me criaste em liberdade

na toada do Zeca e de Abril

"numa cidade sem muros nem ameias"

para ti , no dia de 75 primaveras sorridentes

 

@mmalheiro

 

Ao meu pai, A.Carreiras

 

À minha avó

 

 

 

publicado por marina malheiro às 00:00 link do post
09 de Outubro de 2011

 

Nebulosa Cabeça do Cavalo (B33) Foto de Russel Croman ( todos os direitos reservados a Russel Croman)

 

Para saber mais sobre esta maravilhosa nebulosa siga este link

 

 

correndo contra o Vento como se sagitário fosse nos ceús estrelados

 

publicado por marina malheiro às 22:47 link do post
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