Em silêncio matam-se as palavras
acumulam-se os risos e as tristezas
deita-se fora o som
deita-se fora o dizer tudo
o Nada
Em silêncio dobram-se as espadas
as afiadas palavras
apontam-se no duelo
sem vencedores
duelo mudo
sem compasso
sem ritmo
sem tempo certo
eis que o Som irrompe
como um trovão
em lua de fel
percorrendo o corpo e o olhar
mas o Nada
nada mais é
no chão com verdete
frio
dormente.
@marinamalheiro
http://www.youtube.com/watch?v=SkiNUMKKs

