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Blog de poesia , música e olhares de Marina Malheiro, aprendiz de poesia
21 de Outubro de 2017

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Hiroshi Matsumoto ( all rights reserved)

sempre me fez extrema impressão aqueles que não verbalizam a dor, a sua , ou como dizia Pessoa, a que "leem nos outros". essa frieza incalculável diante da morte, da doença e das agruras dos outros nunca me pareceu normal.

numa "era do vazio" como a que vivemos quando um político está de tal forma "esmagado" pela tragédia que ocorreu no país, denominada por alguns como uma "autêntica guerra " de sul para norte, revelando um país incapaz de lutar contra alterações climáticas, mão humana incendiária e ausência de comunicações, e não verbaliza de forma histeriónica, apercebemo-nos que o sillêncio também é importante.

 isto por oposição a outro político, claramente vencedor das "massas" e que abraça todos, incansavelmente.

onde fica, então, o meio-termo entre a ausência da verbalização e o excesso da mesma?

talvez no estar, em silêncio, nos momentos-chave: um abraço tem mil palavras dentro.

 

a todos as vítimas dos incêndios de 15 de outubro

aos familiares das vítimas 

a todos os que ficaram despojados dos seus bens e do seu trabalho

a Tábua, terra da minha avó

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 12:30 link do post
16 de Outubro de 2017

Não há, de facto, palavras para descrever a tragédia do fogo ; dos mais de 500 fogos ao mesmo tempo, que lavraram ontem e lavram ainda, em Portugal , com perda de vidas humanas.

 

Soube hoje que a casa  que o meu avô paterno ergueu com amor e dedicação de anos de trabalho em Lisboa ,para onde foi viver com os filhos e a minha avó, ardeu toda. Ardeu, apesar do terreno ter sido limpo no verão.

 

Alterações climáticas, furacões, pirómanos, falta de fiscalização, falta de prevenção - poderão ser tantas as causas- mas na prática que ações coordenadas no terreno foram tomadas?

 

Se as casas são o corpo de quem lá habita , esta casa era o meu avô.

Partiu fisicamente há cerca de  30 anos mas aquele edifício numa pequena aldeia da Pampilhosa da Serra, representava-o plenamente. 

Se há árvores que são pessoas, há casas que são memória.

 

ao meu avô António Maria Carreiras, in memoriam

aos pampilhosenses

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 15:06 link do post
07 de Outubro de 2017

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via Pinterest

Vivemos numa era que alguns teóricos apelidaram de vazio. Na verdade, talvez seja a era da descartabilidade. Tudo serve para usar e deitar fora-  emoções, pensamento, informação, pessoas - como se isso fosse um imperativo categórico. É preocupante que assim seja. Para onde caminha a vida dos nossos e daqueles que hão-de vir ?

Tornou-se notícia habitual dos jornais o abandono e mau trato de idosos por parte não só de desconhecidos que irrompem pelas suas casas adentro para os roubarem e violentarem brutalmente, mas também por parte dos próprios familiares que os depositam em lares ou que, pura e simplesmente, os deixam entregues a si próprios, em solidão permanente. 

Descartáveis, os velhos ou os idosos ( palavra institucional) na sociedade atual. Estranho este conceito. 

Quando nos toca a nós, em particular, aprendemos que, de facto, deixamos de ser filhos para sermos pais dos nossos, cuidando deles o melhor que podemos, havendo, no entanto, a clara noção da impotência perante as doenças que lhes vão sugando a energia e o ânimo. Amor, carinho, atenção, apoio não são palavras vãs e sem lastro nesta dimensão. Não podem nem devem ser.

Os que optam pela via da descartabilidade vão aperceber-se ( tarde) que chegaram ( também) ao fim da linha absolutamente sós.

Votos para que o trinado dos nossos se perpetue . ( all rights reserved to Prince)

@mmalheiro

aos meus pais.

 

 

publicado por marina malheiro às 06:40 link do post
05 de Outubro de 2017

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 all rights reserved to hiroshi matsumoto - available on Etsy

 Escute aqui a incrível versão de Blue Monday dos New Order pelos Orkestra Obsolete ( usando instrumentos dos anos 30) ,cortesia da BBC Arts ( all rights reserved to Orkestra Obsolete and BBC Arts).

Em dia mundial do professor estamos sempre a aprender.

@mmalheiro

publicado por marina malheiro às 20:23 link do post
28 de Setembro de 2017

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in Vice Magazine

Escute aqui um fado único, lindo, cantado por Raquel Tavares. ( todos os direitos reservados a Raquel Tavares).

ao meu amor.

@marinamalheiro

publicado por marina malheiro às 20:03 link do post
26 de Setembro de 2017

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all rights reserved to Spin.com

Partiu há dias aquele que foi reconhecido tardiamente como um grande cantor de soul, editado pela Daptone Records.

Tive o grande prazer de assistir a um concerto seu, em Cascais, em 2011. Estava bastante frio mas dançámos todos muito ao som da sua música . Sensacional ao vivo.

Fica aqui uma cover 5 estrelas de "I'll slip away" - original de Rodriguez. ( all rights reserved to Charles Bradley).

@mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 20:22 link do post
20 de Setembro de 2017

8d8b2565a187f7a6b879396467f2da4c.giftu que passas a vida em mágoas , rancores e azedumes

tu que gritas com os outros pois não sabes caminhar em pontas pela vida fora

já é tempo de te confessares em dívida de ternura e bondade para com os outros:

uma dívida sem aulas de meditação e sem revivalismos new age ,  que parte aí de dentro;

lisa, transparente e pura. ser-te-á difícil alcançá-la?

@mmalheiro

 

 

 

publicado por marina malheiro às 19:21 link do post
15 de Setembro de 2017

sem nome2.png                                             Foto via Pinterest

     [ o tempo vai embrulhando rapidamente a vida. os animais adoecem de velhice ou tristeza, as sementes medram pela terra adentro, as videiras em nós vão crescendo felizes e os que nos rodeiam são assaltados por imprevistos no seu caminho longo de vida. as uvas tintas serão colhidas lá para outubro, tempo em que o Outono será permanente nos ossos, na tristeza meio saudosa dos dias já mais curtos. a minha videira, bela e única, sairá da terra pura talvez em fins de novembro, talvez em dias de gelo, mas será certamente acalentada com muita ternura nos teus braços crescidos agora de homenzinho valente.

faremos a nossa vindima bonita, juntos, neste tempo novo, meu aviador.

ao Zé.

ao Manel.

@marinamalheiro

 

publicado por marina malheiro às 19:51 link do post
12 de Setembro de 2017

beleza.png                                                       Cá estamos nós à tua espera.

                                                     [ ao pequeno poema]

                                                    @mmalheiro

 

publicado por marina malheiro às 12:43 link do post
26 de Agosto de 2017

sem nome.png                                                       Bansky.

                             Basta ler hoje esta notícia no DN para se ter a noção de como há ainda erros ministeriais mais do que Cratos na atual geringonça educativa.

Não é preciso um exercício labiríntico , decadente e pedagogica e socialmente atrasado  como o dos livrinhos infantis que "pulularam " nas redes esta semana, para se compreender a gestão incompetente da vida alheia de uns funcionários sempre mal vistos, os professores.

@mmalheiro

 

 

publicado por marina malheiro às 10:21 link do post
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